Ó minha Jenny, sabes bem que não tenho tudo o que amo mas também sabes bem que amo tudo o que tenho … Só por te amar como te amo, o teu silêncio é como se fosse uma lâmina que me rasga a pele.
Quando te calas e quando se cria este silêncio entre nós eu estremeço e esta ausência que se dá tão plena, na tua presença representa o vácuo que se forma no meu coração.
O meu pensamento oscila sempre que te calas.
Quando te calas por um segundo o meu medo irradia-se e parece que tem o peso da demora.
O teu olhar distante atravessa pelo meu e finca-se como estaca, mas mais além...
O quê? Parvoíce este meu temor? Esta ficção que eu tenho de te perder?
Quando te calas eu calo-me também, e confundo-me, nesse átimo em que a solidão se alonga e as saudades instalam-se.
Sem nenhuma compaixão estranha essa saudade... Que se fortalece no meu receio.
E é exactamente nesta hora em que nada acontece, em que fico a observar-te tão distante, serena, abstracta.
É nesta hora que, por ironia tenho a medida exacta do meu amor por ti.
O quê? Parvoíce em imaginar que ao voltar para mim já não eras a mesma?
Quando voltas e dizes: amor, eu fiquei a pensar em ti...
Todo o receio se esmorece, o sorriso mostra-se, o coração aquece-se, eu aconchego-me no calor dos teus braços e revivo.
Sim, é mesmo verdade que eu renasço quando falas, não importa o quê o sitio e a altura, nem que seja para me dizeres que sou feia.
Amo-te porque sempre te amei e quero-te do meu lado até sermos velhinhas ...
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