quarta-feira, 9 de março de 2011

é sobretudo o que menos desejo ou mais temo .

Falta-me a inspiração dos teus ombros sobre o meu corpo, a segurança do cheiro da tua pele, a tua cara a dormir na almofada ao meu lado.
Falta-me o teu tempo e a tua respiração. Falta-me a tua mão na minha, quando ando na rua.
E o teu olhar a envolver-me como um manto e o teu coração a bater ao mesmo tempo que o meu.
Fazes-me falta, meu amor. E a falta que me fazes não se resgata nas palavras, nas esperas, na conjugação estóica do verbo aceitar.
Eu sei que tudo o que te digo cai por terra, que a minha espera é inútil, que nunca saberei conjugar o verbo esperar mas que tudo muda.

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