quarta-feira, 9 de março de 2011

gosto . não gosto .

Gosto de sentir saudades. Não gosto de fazer planos. Confusão ou sossego? Confusão. Vulgar ou diferente? Diferente. Adoro decoração, casas e paisagens. Anedotas por amor de deus não. Odeio pessoas estúpidas. Gosto de passar horas a escolher roupas, a arranjar as unhas e a escolher a bijutaria. Não gosto de penteados. Não gosto de sentir que estou a corar. Não gosto de faltas de educação. Gosto quando tenho crises de identidade. Em mim? Gosto das minhas pernas. Gosto da minha barriga. Não gosto do meu nariz. Gosto de tuli-creme. Gosto de pôr banana no pão. Não gosto de Mac Donald. De manhã ou de tarde? De tarde. Sozinha ou acompanhada? Acompanhada. Num rapaz? Gosto de umas mãos macias. Gosto de um sorriso romântico. Não gosto de atitudes infantis. Gosto que seja um gentleman. Sou péssima com o telemóvel. Sou desligada. Não das pessoas mas de responder logo de imediato. Gosto de me esquecer do telemóvel. Adoro estar sem telemóvel. A minha mãe? A minha mãe é uma mãe galinha. E o meu pai? O meu pai dá imensa importância aos meus estudos. Gosto de havaianas. Gosto de sonhar com coisas que quero ter. Não gosto que berrem comigo. Não gosto de contar com os outros. Gosto de simplicidade. Gosto do carro da minha irmã. Gosto de Kittys. Mal-me-quer ou bem-me-quer? Bem-me-quer. Branco ou preto? Branco. Gosto de mergulhar. Gosto de praia. Não gosto de trovoada. Chuva ou vento? Chuva. Silêncio ou barulho? Barulho. Gosto de trabalhar sob pressão. Não gosto de andar depressa. Gosto de subir escadas. Gosto de espelhos, espelhos e mais espelhos. Não gosto quando sou irresponsável. Não gosto de um sim que mais parece um não. Gosto de um não merecido. Não gosto de um sim forçado. Aniversário ou festa? Aniversário. Sair à rua ou ficar em casa? Ficar em casa. Gosto de fazer girar o mundo. Gosto de olhos postos em cima de mim. Não gosto de nervosismo. Não gosto de autoridade. Gosto de perguntar “porquê?”. Não gosto de álcool. Não gosto que me peçam para cantar. Gosto de cantar para mim. Gosto de cantar sem saber as letras. Ler ou escrever? Escrever. Direita ou esquerda? Direita. Devagar ou depressa? Devagar. Não gosto de estradas. Gosto de me sentir segura. Gosto muito das minhas avós. Gosto do meu avô. Não gosto que as coisas me corram mal. Não suporto antipatia. Gosto quando se fazem de difíceis. Gosto de regatear. Gosto de feiras, concertos. Não gosto de sair à noite. Não gosto de fingimentos. Adoro betinhos. Adoro rapazes inteligentes. Não gosto quando não percebem que não quero. Gosto de ter o dia preenchido. Gosto da minha agenda. Gosto de malas. Não gosto de pulseiras. Não gosto de pés. Fotografia ou vídeo? Fotografia. Facebook ou msn? Nenhum dos dois. Tremoços ou pipocas? Os dois. Sou doida por pevides. Aprendi a ser menos furacão. Ciumenta? Habituei-me a ser menos. Assim aquele género, ciumenta ciumenta, não sou nada. Agora… Posso ser um bocadinho… caso se metaem muito com ele sou. Mas também acho que se ele responder é porque é parvo. -Porquê? - Porque acho que sou muito melhor. Não sou bruta nem antipática mas respondo: “-Não vai dar.”.

JennyMelody .

Ó minha Jenny, sabes bem que não tenho tudo o que amo mas também sabes bem que amo tudo o que tenho … Só por te amar como te amo, o teu silêncio é como se fosse uma lâmina que me rasga a pele.
Quando te calas e quando se cria este silêncio entre nós eu estremeço e esta ausência que se dá tão plena, na tua presença representa o vácuo que se forma no meu coração.
O meu pensamento oscila sempre que te calas.
Quando te calas por um segundo o meu medo irradia-se e parece que tem o peso da demora.
O teu olhar distante atravessa pelo meu e finca-se como estaca, mas mais além...
O quê? Parvoíce este meu temor? Esta ficção que eu tenho de te perder?
Quando te calas eu calo-me também, e confundo-me, nesse átimo em que a solidão se alonga e as saudades instalam-se.
Sem nenhuma compaixão estranha essa saudade... Que se fortalece no meu receio.
E é exactamente nesta hora em que nada acontece, em que fico a observar-te tão distante, serena, abstracta.
É nesta hora que, por ironia tenho a medida exacta do meu amor por ti.
O quê? Parvoíce em imaginar que ao voltar para mim já não eras a mesma?
Quando voltas e dizes: amor, eu fiquei a pensar em ti...
Todo o receio se esmorece, o sorriso mostra-se, o coração aquece-se, eu aconchego-me no calor dos teus braços e revivo.
Sim, é mesmo verdade que eu renasço quando falas, não importa o quê o sitio e a altura, nem que seja para me dizeres que sou feia.

Amo-te porque sempre te amei e quero-te do meu lado até sermos velhinhas ...

gosto de ler no silêncio .

Gosto de ler no silêncio das tuas palavras o odor desconhecido da tua voz , perdendo-me no tempo em que lavras o teu carinho no termo "nós" .
Gosto de sentir o silencio das tuas consoantes, partilhando com as vogais o mesmo espaço, afagando meu corpo como ventos escaldantes , deslizando sobre mim passo a passo .


 Se o grito do nosso silêncio se ouvisse entre o cruzar do nosso sincero olhar e se o bater dos nossos corações se sentisse , trocava contigo os silêncios da palavra "amar" .

em todas as ruas te encontro .

Em todas as ruas te encontro
Em todas as ruas te perco
conheço tão bem o teu corpo
sonhei tanto a tua figura
que é de olhos fechados que eu ando
a limitar a tua altura
e bebo a água e sorvo o ar
que te atravessou a cintura
tanto, tão perto, tão real
que o meu corpo se transfigura
e toca o seu próprio elemento
num corpo que já não é seu
num rio que desapareceu
onde um braço teu me procura
Em todas as ruas te encontro
Em todas as ruas te perco.

poesia pessoana .

Queria ser tua , mas não de mais , nem de menos , nem tão longe , nem tão perto , na medida mais precisa que eu puder.
Queria amar-te sem medida e ficar na tua vida , da maneira mais discreta que eu souber. Sem tirar-te a liberdade , sem nunca te sufocar , sem forçar a tua vontade , sem falar quando for hora de calar e sem calar quando for hora de falar.
Nem ausente , nem presente por demais , simplesmente, calmamente , ser-te paz.
Era bonito ser tua , mas confesso que é tão difícil aprender * E por isso eu te suplico paciência.
Vou encher este teu rosto de lembranças , dá-me tempo de acertar as nossas distâncias...

acabou .

Ignoraste-me quando passei por ti , e deixaste-me a pensar "para ele morri" .
Depois de uma longa conversa , de temas variados , algo controversa , pensei que tudo o que me disseste era verdade mas não disseste uma palavra com sinceridade .
Agora digo com toda a convicção , tudo o que quero é ter-te longe do mim , da minha visão .
Para quê tantas mentiras, tanta falsidade se vivemos tantos momentos de felicidade .
Agora digo que te odeio , de o dizer já nem receio tenho .
Divertiste-te a gozar mas de mim já só vais ter o desprezo .
Comigo não voltas a brincar porque encontrei alguém capaz de me amar .

hoje acordei e senti-te .

hoje quando acordei juro que te senti ao meu lado. olhei-te enquanto dormias. dei-te um beijo e tu olhaste para mim e sorriste. eu sorri, de volta. abraçaste-me, puseste a cabeça no meu peito, envolveste-me, e voltaste a fechar os olhos. e naquele bocadinho eu percebi que é tão fácil ser-se feliz. fechei os olhos e fiquei contigo, até ao próximo sorriso, até à próxima palavra, até...

imagino-te outro .

gosto de te imaginar outro ,
de te preencher de sonhos ,
gosto de me saber tua ,
de pertencer a quem não és ...
e enquanto não te sei ,
enquanto te sinto como quem quero ,
não te pertenço ao ponto de me magoares ,
não me entrego ao ponto de me deixares .

é sobretudo o que menos desejo ou mais temo .

Falta-me a inspiração dos teus ombros sobre o meu corpo, a segurança do cheiro da tua pele, a tua cara a dormir na almofada ao meu lado.
Falta-me o teu tempo e a tua respiração. Falta-me a tua mão na minha, quando ando na rua.
E o teu olhar a envolver-me como um manto e o teu coração a bater ao mesmo tempo que o meu.
Fazes-me falta, meu amor. E a falta que me fazes não se resgata nas palavras, nas esperas, na conjugação estóica do verbo aceitar.
Eu sei que tudo o que te digo cai por terra, que a minha espera é inútil, que nunca saberei conjugar o verbo esperar mas que tudo muda.

e foi-se .

Eu não estava preparada... Não tive a oportunidade de me despedir. Não lhe pedi desculpa. Não lhe disse que não a odiava. Não lhe disse que a amava. Fui-me embora sem saber que seria a última vez que a via.

me .

Eu gosto do impossível , tenho medo do provável, rio-me do ridículo e choro porque tenho vontade, mas nem sempre tenho motivo;
Tenho um sorriso confiante que às vezes não demonstra a jornada de inseguranças que há por trás dele;
Sou inconstante e talvez imprevisível;
Não gosto de rotina, gosto daquele que sonha o impossível;
Eu amo de verdade aqueles a quem eu digo isso, e irrito-me de forma inexplicável quando não confiam nas minhas palavras e quando tentam imitar aquilo que eu faço para ser única;
Nem sempre coloco em prática aquilo que eu julgo certo;
Quando procuro o que há de fundamental em mim, é o gosto da felicidade que eu encontro;
Estou sempre disposta a aprender, mas nem sempre gosto que me ensinem;
São poucas as pessoas para quem eu me explico ...

Vivo com medo de querer gritar e a voz falhar-me

há uma outra por trás .

eu gosto de inventar e ela nem capacidade para se tornar unica tem , eu faço por espalhar cenário quando passo na rua e ela nem sabe o que é isso , eu danço que nem uma bêbada quando me sinto livre e ela não , eu tenho amigos para tudo e ela nem para metade , eu não preciso de me fazer aos gajos todos para os ter e ela quase que os viola , eu ando-me sempre a rir e ela nem um sorriso sincero sabe mostrar , eu gosto de usar calças rotas para contrariar o meu pai e ela tenta fazer o mesmo , eu fumo porque gosto e ela quando fuma é só para meter estilo , eu bebo nesquiks até me cabritar toda e ela só come merda , eu gosto de andar com a barriga à mostra e ela tem uma obesa , eu tenho bue da timberlands e ela só tem umas , eu tento ser superior e ela tem a mania que é a maior , eu sei beber até ficar fixe e ela quase que entra em coma , eu tenho qualquer coisa na cabeça e ela parece que nunca saiu de casa , eu sei fazer birras fofinhas e ela não , eu gosto de ser assim e ela nem sabe a imagem que transmite , eu tenho o mundo todo à minha volta e ela é sinica , eu grito quando estou feliz e ela é uma coitadita , eu sei quando é que devo parar e ela insiste até lhe chamarem estúpida e burra e parva , eu gosto de sair de casa a brilhar e ela nem creme naquela cara mete , eu sou capaz de usar três e quatro argolas no mesmo furo e ela nem uma gira compra , eu sei mostrar que amo e ela nunca soube amar , eu apaixono-me e ela finge que se apaixona , eu ouço sempre o que me têm para dizer e ela pensa que sabe tudo , eu quero ficar perto de tudo o que acho certo e ela faz tudo ao contrário , eu tenho conhecimento suficiente para me distrair e ela nem se conhece a si mesma , eu adivinho sem ninguém me contar e ela não , eu gosto do meu quarto e ninguém sabe mexer na minha confusão e ela faz do dela um casa de banho pública , eu vejo filmes em pausas e ela nem pensa nisso , eu vivo num cenário para lá do imaginário e ela é bue vulgar , eu   tenho quem me diga que sou bonita e ela só se acha , eu compro cenas que sei que ninguém vai ter e ela compra de tudo o que há mais , eu sou convidada para tudo e ela sai de casa uma vez por ano , eu passo fins de semana longe de casa e só com a minha irmã e ela nem se esforça para abrir horizontes (...)


- são coisas que eu sei , ninguém me disse